Sem avaliar a tecnicamente a proposta, para além do governo Lula e do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP), o ministro da fazenda, Fernando Haddad (PT), foi o grande vitorioso com a aprovação da Reforma Tributária, ocorrida nesta quinta-feira (6).

Charge montagem do Blog do Carlos / Reproduções

Visto com desconfiança pelo mercado financeiro quando foi indicado ao cargo e muito criticado pela oposição, o professor de ciência política da Universidade de São Paulo (USP), instituição pela qual se graduou bacharel em direito, doutor em filosofia, e apensas mestre em economia, literalmente “goleou” chamado Posto Ipiranga do Bolsonarismo, Paulo Guedes.

Durante os quatro anos em que esteve responsável pela economia no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Guedes apenas apresentou uma proposta ruim de reforma, desleixada, que envolvia somente dois impostos e que não andou um único milímetro sequer, pela mais absoluta falta de articulação própria e do governo.

Ao contrário do antecessor, sem estrelato, Fernando Haddad aproveitou uma proposta do deputado Baleia Rossi (MDB), formulada pelo economista e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda nos governos Lula 1 e 2, colocou nas mãos do relator Aguinaldo Ribeiro (PP) para os ajustes políticos do parlamento e seguiu para uma aprovação em seis meses apenas, após cerca de 50 anos de espera.

Além de Haddad, do presidente Lula e de Arthur Lira, há de se lembrar que outro vitorioso com essa aprovação foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que teve a coragem de enfrentar o seu berço bolsonarista em nome dos interesses nacionais, se fortalecendo como um nome forte da direita mais moderada e mais desejada pelo eleitorado brasileiro, segundo pesquisas.

O grande derrotado mesmo foi o ex-presidente Bolsonaro, que entrou na briga contra a reforma com mais de 100 votos no congresso e saiu com cerca de 30 apenas e a conferir.

Essa é mais uma mera opinião deste que escreve e disponibiliza para o debate, sem avaliar o mérito da Reforma em si.