Agressividade do Bolsonarismo pode explicar a onda de violência entre jovens e crianças nas escolas

Mesmo sem querer, mas precisando fazê-lo, vamos ter que politizar essa onda de violência entre crianças e adolescentes, levada para as escolas recentemente.

Para entender a necessidade de fazer isso e compreender essa nova tendência, temos que encontrar o que há de novo em termos de difusão comportamental no Brasil, com capilaridade de se espalhar de norte a sul no país, além da beligerância, do belicismo e a agressividade na política extremamente explicitada pelo bolsonarismo? Não há!

Sendo assim, continuemos…

Ontem, ofendido sim, instigado sim, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se levantou para atacar fisicamente e ameaçar um deputado adversário: "Enfiar uma faca no bucho dele pra ver se ele fala que é facada fake”, esbravejou Eduardo Bolsonaro em meio a xingamentos.

Anteriormente o deputado Marcon (PT-RS) tinha levantado a suspeita de que o atentado a faca sofrido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) poderia ser uma fake news. Ato condenável, absurdo, mas que não justifica.

Na sequência, Eduardo Bolsonaro foi às suas redes sociais não para se desculpar, mas para justificar e reforçar seu ato, dizer que tinha motivos para tal, ao mau e novo estilo bolsonarista.

Para justificar a liberação de armas, por exemplo, esse bolsonarismo difundiu fortemente o direito de matar em defesa própria, e foi assim que um oficial da marinha assassinou um vizinho em 2020. Ele pensou que o negro que se aproximava do seu condomínio era um assaltante, mas após atirar viu que o homem estirado também morava ali.

Após quatro ou cinco anos de difusão exaustiva desse discurso, um garoto entra na escola, mata uma professora a facadas e fere mais quatro colegas, isso tudo porque dias antes essa mesma professora tinha separado uma briga dele com outro aluno a quem o assassino ofendia com xingamentos racistas.

Provavelmente ele aprendido a compreensão de Eduardo Bolsonaro e achou que podia também!

Depois um maluco, que quase chega ao orgasmo se olhando no espelho de um elevador entra numa creche e mata quatro crianças e uma professora com uma machadinha. Barbaridade!

Provavelmente ele também achou que podia! Sabe-se lá o porquê.

Na sequência houve uma onda de crianças sendo flagradas nas escolas armadas com facas, machadinhas e/ou tocando o terror com ameaças de novos ataques.

Certamente, todos eles também acham que podem, que têm alguma justificativa, repito, como as dadas e reforçadas por Eduardo Bolsonaro.

De onde mais poderia vir toda essa beligerância odiosa e nova em nosso país? Da onde vem essa normatização matar, de enfiar facas em outras pessoas, de se achar superior ao ponto de ameaçar, de achar que tem alguma justificativa que dá direito de fazer tudo isso?

Se alguém encontrar alguma outra origem possível diga aí!