Não é difícil ver hoje em dia políticos bolsonaristas criticando um possível revanchismo do governo Lula, e tentando traçar linhas, ameaçando represálias da suposta maior bancada parlamentar, contra a gestão petista.

Foto: Reprodução de redes sociais

Um exemplo disso são os deputados federais José Medeiros (PL) e Eduardo Girão (Podemos). O primeiro é participante contumaz nos debates da CNN.

"Eu acho que, em primeiro lugar, o Brasil precisa de paz, responsabilidades devem ser colocadas com a Lei e jamais no revanchismo. Eu acho que precisa de um líder com autoridade moral, que possa fazer isso no Brasil, que possa trazer de volta a paz", disse Girão em sua participação no Painel CNN da última sexta-feira (13).

No mesmo programa, Medeiros deu a entender que o atual governo vai ter problemas com a próxima bancada bolsonarista “logo ali na frente“, caso não esfriem as suspeitas e investigações contra o ex-presidente e sua responsabilidade nos atos golpistas recentes: "Eu queria dizer ao deputado Reginaldo Lopes (PT), que o Lula tem colocar as barbas de molho viu?", comentou ele.

A verdade é que essa postura é só recente, pois até ser derrotado nas eleições, e até um pouco depois, enquanto o bolsonarismo tinha a esperança de uma reviravolta no resultado consagrado pelas urnas, a trupe do ex-presidente sorria e justificava quando o ex mandatário mandava as pessoas deixarem de mi-mi-mi, quando ele disse que não respeitaria mais ordens judiciais, quando ele disse “acabou porra“, quando ele xingou membros de outros poderes, quando ele contou mentiras já conferidas para diplomatas estrangeiros de mais de 40 países e por aí vai.

Se Lula é corrupto ou não, ladrão ou não, essa é uma outra discussão, mas o fato é que ele não parece se permitir ser passageiro ou refém de ninguém, como Bolsonaro se deu ao luxo, inaugurando um tal de “Parlamentarismo Presidencialista Brasileiro“.

Retifico que o ex-presidente tenha se dado ao luxo, na realidade Bolsonaro ficou de joelhos para o congresso por falta de envergadura e ou incapacidade de se impor.

Bora acompanhar até quando os lobos vão miar.