O presidente Jair Bolsonaro (PL) e os bolsonaristas tinham a estratégia de fazer o 7 de setembro uma espécie de divisor de águas em sua busca pela reeleição.

Bolsonaro e manifestação do 7 de setembro Foto Reprodução (Ueslei Marcelino-Reuters)

Mas, porém, entretanto, todavia e previsivelmente, o detentor do apoio de mais de um terço dos eleitores brasileiros ‘cruzou para fora’, como se diz no linguajar do futebol, ao transformar a celebração do bicentenário da independência em um divã para confessar uma espécie de transtorno narcísico ou até um complexo de inferioridade.

Como temia a cúpula da campanha, a falta de modos falou mais alto e Bolsonaro resolveu usar sua, suposta, virilidade como argumento de convencimento, o que talvez encha a boca dos seguidores já convertidos, mas não agrada, em nada, os donos dos votos mais refratário à sua reeleição até aqui, especialmente o público feminino.

Nesse segmento, o retrato atual diz que só 29% das questionadas votam no “comilão” e 46% dizem preferir o velhinho, ladrão talvez, mas discreto.

Resultado: Em vez de subir, o índice de pessoas dispostas a dar mais quatro anos para Bolsonaro andar por aí de moto com os amigos do Zap oscilou para baixo e atingiu 33% dos eleitores, de acordo com a pesquisa Datafola divulgada nesta quinta-feira (15).

O grande adversário, mesmo sendo um ex-presidiário, para quem seria uma vergonha perder neste caso, manteve uma liderança de 12% sobre o “imbrochável”. Lula aparece no levantamento com 45% das intenções de votos.

Agora resumindo: Parece que, para o público em geral, a alto-propaganda de “come-come da estrela” do presidente Bolsonaro não convenceu, não virou intenção de votos.