Os dados das últimas pesquisas eleitorais derrubam ‘de vez’ a ideia, que até esse autor já teve um dia, de que programas sociais servem para comprar os votos dos mais pobres, ou, que pobre pensa com o estômago.

Fotomontagem do Blog do carlos

As últimas pesquisas eleitorais para presidente do Brasil provam isso: Pobre não é burro e nem se põe a venda como os políticos pensavam.

Após um mandato truculento, conquistado, entre outros, com o discurso de que iria “dar a vara para pescar e não o peixe” ao povo mais humilde, Bolsonaro até que tentou reverter sua má avaliação com a receita antes combatida, mas não convenceu.

É certo que o ex-presidente Lula (PT) perdeu 9% das intenções de voto entre os que ganham até R$ 1 mil por mês, desde a ‘turbinada’ do Auxílio Brasil que foi à R$ 600, mas ainda lidera com folga nesse eleitorado, tendo 50% da preferência dessa faixa. Do outro lado, após o incremento do benefício, Bolsonaro passou ser a opção de 24% entre esses eleitores, ante os 19% que tinha.

Lula também mantém a liderança entre os que ganham de um e dois salários mínimos, recorte que tinha o placar de 43 a 29% contra Bolsonaro e hoje está em 41 a 28%. Vale acrescentar ainda, que Lula tem 50% da preferência entre os que estudaram até o ensino fundamental.

Juntando os dados das últimas pesquisas Ipec dessa forma, dá para notar até uma maneira ultrajante de como parte dos estrategistas políticos tratam e veem os eleitores mais pobres: como tolos e/ou mercadorias baratas à venda. Mas para a surpresa dos espertões, o humilde está se mostrando um pragmático, concentrado em não cometer deslizes, que normalmente lhe custam muito