Quem lembra do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (MDB)? Multi processado por corrupção, que usava do cargo para chantagear e manipular o processo legislativo para se manter no poder e fora da cadeia na época da Lava Jato.

Quem iria imaginar que um dia poderíamos dizer que ele não é o pior deputado que já sentou naquela cadeira? Que haveria alguém com maior desprezo pela liturgia ou importância daquele cargo?

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Pois é, eis que surge Arthur Lira (PP), um deputado eleito por Alagoas, que banaliza todos os procedimentos legislativo e deve envergonhar os alagoanos de bem.

O cara resga todas as normas de ética mínima para obedecer as preferências de um presidente a quem ele nem tem essa afinidade toda, apenas por uma questão de fisiologismo.

Parlamentar do baixo clero alçado a presidente da Câmara, Lira está manobrando para aprovar a PEC dos benefícios, que eu prefiro chamar de Kamikaze por uma série de motivos, de uma maneira que torna o regramento político um terreno absolutamente sem lei, onde nem a constituição os impede de mais nada, pois se impedir, ele mostrou que é só mudá-la então.

Não há dúvidas da necessidade do socorro à população e dos trabalhadores do setor dos transportes, porém o modus operandi usado para isso está rasgando todo o ordenamento jurídico que limitava os políticos.

Para além disso, quem não lembra dos Kits de robótica superfaturados comprados para escolas que não tem nem internet por prefeitos aliados de Arthur Lira com R$ 26 milhões de emendas enviadas por ele?

Pois é, se for puxar pela memória aparece mais, mas só isso basta para Rankear Lira como o presidente da Câmara Federal que conseguiu ser pior que Eduardo Cunha.