O presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua base aliada, encabeçada pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP), agora posam de indignados com os preços dos combustíveis e culpam a Petrobrás.

Montagem sobre a charge original assinada por Aroeira 2022

Farsa, teatro, estratégia eleitoral.

Prova disso é que o deputado Nereu Crispim (PSD-RS), que é coordenador da frente parlamentar mista do caminhoneiro apresentou propostas para a criação da CPI que investigasse a cadeia de formação de preços da Petrobras em setembro de 2021 e em março deste anos e não teve apoio do governo e de sua base aliada nenhuma vez.

A verdade é que tanto Bolsonaro, quanto seus aliados, tiveram três anos para mudar a política de preços da estatal, de revogar a PPI (Política de Paridade Internacional) da empresa, e não o fizeram.

Na estrutura da Petrobrás, o Governo Federal, que é acionista majoritário da empresa, indica sei dos onze membros do conselho administrativo da empresa, entre eles o Presidente da companhia.

Bastava uma determinação do presidente para uma escolha alinhada, mas não, como de praxe, Bolsonaro preferiu o seu teatro beligerante de distração, com indicações e demissões, forjando um descontentamento contra o que ele, sequer, tentou resolver.

Agora, a coisa ficou feia e feia perto das eleições, por isso a introdução de mais essa cena teatral, a CPI da Petrobrás, que só engana mesmo os desfavorecidos de massa encefálica.

Pronto, falei!