Vendedor da imagem de paladino da moralidade, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UN), vem provando que isso é só propaganda enganosa e que, na realidade, ele é “intimo da corrupção”.

Em Valparaíso, por exemplo, Caiado anda de braços dados com a corrupção denunciada, sem nenhum constrangimento.

Para ilustrar e justificar essa impressão, no dia 26 de março, o governador tirou uma selfie com o vereador Paulo Brito (PSC), flagrado em vídeos amplamente divulgados pela imprensa desde 13 de janeiro, cobrando uma propina de R$ 30 mil a um empresário, em troca da exclusão ilegal de débitos tributários que totalizavam R$ 187 mil.

Atualmente o caiadista Paulo Brito está morando no presídio do Sucupira, preso por ter, segundo o Juiz Gustavo Costa Borges, ameaçado uma testemunha que estaria prestes a denunciar outro crime de fraude na Superintendência de Receita tributária.

Neste mesmo caso, o empresário que gravou o vereador supostamente cobrando propina concedeu uma entrevista e disse que o prefeito Pábio Mossoró (MDB), com quem Caiado anda abraçado, sabia de tudo, mas deu uma de desentendido.

O governo Pábio Mossoró e Zeli Fritsche também foi acusado pelo procurador de contas, Regis Gonçalves Leite, de ter superfaturado compras de insumos da Covid-19, baseado na diferença da média de preços praticados nos outros municípios do estado e os valores pagos por Valparaíso.

Olhando apenas para esses casos, sem pensar em todo o resto, que é farto, é absolutamente normal entender que, na verdade, Caiado seja muito íntimo e amigo da corrupção, na mesma intensidade que ele abraça o multi denunciado Pábio Mossoró e o preso Paulo Brito.