De olho só nas eleições, tentando se descolar do seu próprio mal desempenho na condução da economia nacional, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PL), vem criticando e culpando a Petrobras pelos preços dos combustíveis, como se a estatal fosse completamente alheia ao seu governo.

Mas a verdade é que a União tem o controle de 49% da empresa, portanto é dona dessa mesma proporção no “estupro”, no lucro da companhia.

Desde que assumiu o comando do país, a gestão Bolsonaro recebeu quase R$ 500 Bilhões da petroleira, um valor equivalente a mais de 5 anos do Auxílio Brasil, que poderia facilmente ser convertidos em programas de subsídio dos combustíveis e do gás de cozinha.

Foto: Reprodução (UFMG) “com montagem da redação”

Para que se tenha um ideia, esse valor daria para custear 30 anos de consumo de gás de cozinha para todas as famílias beneficiárias do Auxílio Brasil, tomando como base um consumo médio de seis bujões por ano à R$ 125 cada.

Para além disso, não há nada que impeça o presidente determinar a mudança na politica de precificação da PB, a não ser a falta de coragem de peitar o mercado, que neste caso só poderia reagir no valor da ações da estatal.

Dos R$ 44,5 bilhões de lucro anunciado pela Petrobras, só para o primeiro trimestre de 2022, o que Bolsonaro chamou de estupro, R$ 21,8 bilhões entram para os cofres da União.

O que será feito com esse valor? Vai virar subsídio para o Dísel? Só se for agora, quando as pessoas começarem a entender sobre esse lucro, pois o que ficou para trás, nem sonhou em pensar nisso.

A outra face desses preços é o valor do Dólar, muito pressionado pelas tensões políticas nacionais, onde de vive um permanente conflito institucional promovido por Bolsonaro.

Quem não lembra da pergunta do ministro da economia, Paulo Guedes, que questionou o motivo de tanto “alvoroço” com o a cotação da moeda americana chegando a R$ 4,5? Para os desavisados, a resposta está aí.

Lembrando esses desavisados que, nem todo mundo tem a memória fraca e a maioria lembra que a alta nos preços dos combustíveis vem de antes da guerra, e que, durante a crise mobiliária de 2008, que causou uma retração na economia mundial de mais de 26% superior a experimentada durante a pandemia, nada disso aconteceu.

Chorei largado !