Em um suposto pronunciamento à nação de fim de ano, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma fala voltada exclusivamente para seus seguidores e voltou a ser alvo de panelaços em todo o Brasil.

Presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento de fim de ano em 2021
Foto: Reprodução (NBR)

O discurso do mandatário da nação reforçou a ideia de que ele está, de certa forma, “Out”. Não se sabe se “out” por falta de capacidade para analisar o seu momento de alta rejeição, ou se por estar justamente entendendo que vai mal irreversivelmente.

Bolsonaro voltou a ignorar as pessoas afetadas pelas mais de 600 mil mortes ou sequeladas pela Covid-19, voltou a defender as ações do seu governo no tocante da pandemia, que foram tomadas sempre “a reboque dos fatos” e culpou novamente os governadores que tiveram duas batalhas, uma contra o coronavírus e outra contra o boicote beligerante do governo central.

O presidente desconsiderou todos os números, voltou a falar mal da vacina contra a Covid para crianças, num país onde quase 80% dos pais foram espontaneamente a um posto de vacinação receber ao menos uma dose de algum imunizante.

Reformando o início do parágrafo anterior isoladamente, Bolsonaro pode ter considerado sim um único número, os que apontam que ele hoje fala para apenas cerca de 20% da população. (100% – 80% = 20%).

A 10 meses do pleito, pesquisas eleitorais apontam até para uma possível derrota bolsonarista já no primeiro turno contra o ex-presidente Lula, que por sua vez lidera com uma somatória de apoio daqueles que lhe querem e dos que não querem o atual preside, pois não enxergam uma terceira via com condições de enfrentar os dois.

Estão indo pela teoria do “quanto menos pior, melhor“.

Entre aliados e analistas há quem comente que Bolsonaro já age aleatoriamente aos diagnósticos e pensa em não concorrer no próximo pleito para preservar sua claque, se colocando como “vítima do sistema” e mantendo vivo algum capital político para ressurgir em um outro projeto.