De machão o presidente Bolsonaro só tem o teatro da sua retórica, a coragem de ser grosseiro com jornalistas mulheres e de incitar terceiros a fazer o que ele gostaria de fazer, mas não tem coragem. Do resto, pia fino na delicadeza de uma bailarina clássica.

Fotomontagem: Reprodução (Revista Fórum)

O “acabou porra” é o caralho, na realidade “piorou porra“. E o Brasil nunca teve um presidente da república tão de 4 para o congresso como Jair Messias Bolsonaro, encurralado por seus próprios erros.

Nesta terça-feira (21), por exemplo, o homem super fodástico, que ia acabar com a “velha política” e contratou cantor da música “se gritar pega centrão, não fica um meu irmão“, mas se filiou a um partido desse grupo fisiologista, promulgou o texto que prevê o repasse de R$ 5,7 bilhões para o fundão e vai financiar a campanha eleitoral dos políticos.

Mais de três vezes o R$ 1,7 bilhão da eleição de 2018.

No auge da sua megalopatia, Bolsonaro deixou claro para o congresso, para o STF e para o TSE que não tinha mais paciência, que no 7 de setembro ia enquadrar todo mundo que o enfrentasse com sua popularidade negada pelos institutos de pesquisa e seu exército. Não deu!

Gritou truco antes de puxar as cartas do monte. Veio um valete, uma dama e um Zap.

Deu para fazer a primeira, ostentando seus tanques na Explanada às vésperas de um exercício militar, mas perdeu as duas mãos seguintes, com resposta do judiciário e do parlamento e a constatação da diminuta bolsonaridade no dia da independência.

E resultado? Todo mundo descobriu que Bolsonaro tem a força de uma “gazelinha” na cadeia alimentar. Ele próprio se revelou nos chiliquitos.

E a consequência? Bolsonaro agora tem que rastejar de 4 nos bastidores da praça dos três poderes e para o público posar de “rainha da Inglaterra“.

Enquanto isso, a corrupção, o descaramento das políticas públicas voltadas para atender interesses privados correm soltos.

E o povo? Se fu$&@!