No centro da polarização política crescente no mundo, incluindo no Brasil, está a rivalidade entre os conceitos políticos de direita, ligado ao capitalismo e ao liberalismo, e de esquerda, ligado ao socialismo e ao intervencionismo de estado, porém, a prática dos políticos e das gestões mostram que toda essa contextualização não passa de uma cortina de fumaça ou retóricas para envolver tolos.

Na opinião desse autor, atualmente essas mentes de pouco alcance corresponderiam a cerca de 70% da população, no Brasil, mais ou menos metade Bolsonarista e a outra metade Lulopetista.
Para começar a provar o quão malucas são essas crenças ideológicas, a gente pode, primeiro, dizer que não existe mais socialismo ou comunismo no que tange as relações do comércio mundial, basta olhar para a China, apontada por bolsonaristas, trumpistas e mileistas como comunistas, mas que na realidade hoje inundam o mercado global como o bicho papão do livre comercio internacional. Mais capitalistas que isso não existe na galáxia.
Do outro lado podemos olhar para o governo Trump nos Estados Unidos, que usa tarifas alfandegárias, estabelecidas pelo estado para regular relações internacionais, um mecanismo intervencionista e teoricamente socialista, completamente contraditório aos conceitos do liberalismo econômico, onde os mercados se regulam autonomamente.
Voltando para a nossa paróquia tupiniquim, em seu governo Bolsonaro usou e abusou da interferência em órgãos de estado, como na Polícia Federal, sobre autoridades alfandegárias da receita federal, entre outras, uma prática teoricamente de regimes comunistas, socialistas e totalitaristas. Do outro lado, mesmo sendo alvos de investigações, tanto o governo Dilma e Lula 3, não interviram, por exemplo, no comando da PF, numa pratica mais republicana liberaria.
Na economia, o governo Bolsonaro não taxou o Pix porque não tinha forças para tal e durante a crise do preço dos combustíveis, como um comunista, literalmente sequestrou o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos estados. Na contramão, durante a crise mobiliária de 2008, o Lulopetismo fez exatamente o contrário, concentrando esforços na manutenção do sistema financeiro nacional.
O resumo da ópera no Brasil, então, seria que, na prática, Bolsonaro age mais como um comunista do que Lula, provando que essa história de esquerda e direita não passa de retórica para capturar tolos.
