O regime trumpista voltou a atacar o sistema de pagamento do Brasil na mesma semana em que o filho Zero Um de Jair Bolsonaro e pré-candidato a presidente da República praticamente firmou um compromisso de que os EUA podem fazer do país o que quiserem, caso seja eleito

Flávio Bolsonaro (PL) acaba de voltar dos Estados Unidos, onde se reuniu, em Dallas, com os parceiros do Cpac, espécie de Show da Xuxa dos políticos conservadores (leia-se de extrema direita) do mundo.
Em ato de patriotismo as avessas, ou viralatismo nacional e assim como seu pai, que bateu continência para a bandeira dos Estados Unidos, Flávio colocou o Brasil à disposição para os Estados Unidos pilharem os minerais de terras-raras nacionais, estratégicos para inovação tecnológica, e disse ser favorável à classificação de facções criminosas como “terroristas”, uma maneira de dar sinal verde para ataques estrangeiros em território brasileiro, como ocorre em colonizações.
No evento, completamente esvaziado de cidadãos brasileiros que que pudessem manifestassem alguma opinião popular, Flávio Bolsonaro ainda voltou a repetir o mantra bolsonarista contra o sistema eleitoral brasileiro e pediu vigilância norte-americana.
Assim como disse Matheus Pichonelli, Flávio Bolsonaro praticamente repetiu nos EUA trecho irônico de uma música de Raul Seixas que dizia que “a solução é alugar o Brasil”. No seu caso, como presidente, vender a o país a preço de banana.
Trump, lógico, deve ter ficado babando pelo Brasil, como supostamente por uma menininha do tempo de Espstein, e já sinalizou a intenção de compra.
Um relatório divulgado pela Casa Branca nesta quarta-feira (1º) criticou o acordo do Brasil com o Mercosul e detonou o sistema PIX por supostamente prejudicar gigantes de cartão de crédito norte-americanas, como Visa e Mastercard.
Logo o caso lembrou a desastrosa articulação dos Bolsonaros pela taxação de Trump contra produtos vendidos pelas em presas brasileiras para os EUA, onde o nacionalismo de fato acabou se unindo à resistência de Lula, sob o panteão da soberania nacional.
Nessas horas defender o país é como reagir a alguém que fala mal ou bate em um familiar. O Brasil tem seus problemas, mas boa parte brasileiros avaliam que esses são os “nossos problemas” e ninguém deve meter o bedelho, nem com ameaças financeiras ou bombas.
O resultado da sua fala entreguista sobre as terras raras, somado ao relatório do regime estadunidense contra o sistema de pagamentos brasileiro, é que Flávio Bolsonaro agora também pode ser avaliado como o cara que vai acabar com o Pix para atender o chefe estrangeiro, Donald Trump.
